segunda-feira, 30 de maio de 2011

Os Novos paradigmas da educação


INTRODUÇÃO:
O mundo está em constante mudança, principalmente devido à GLOBALIZAÇÃO. Alguns conceitos e preconceitos tem dificultado alguns em acompanhar estas mudanças. Segundo Francis Bacon existem alguns Ídolos da Mente que impedem de se chegar à verdadeira investigação científica, são eles:
1. Os ídolos da Caverna - Quando somos referenciais únicos da verdade
2. Os ídolos da Tribo - A Tradição do Grupo social
3. Os ídolos do Mercado - A força da Palavra (censura)
4. Os ídolos do teatro - a representação da vida.
Precisamos avaliar e reavaliar "as propostas de gabinete" quando estas estão totalmente desassociadas da realidade daqueles com os quais estamos compartilhando algum conhecimento.
IOs Novos Paradigmas doAluno
1. O aluno constrói o seu conhecimento. Precisa-se tomar cuidado com o individualismo que tem crescido na sociedade contemporânea.
2. O aluno é considerado com um cliente em formação continuada.
3. O aluno é responsável pela aquisição de novosconhecimentos.
IIOs Novos Paradigmas doProfessor
1. O Professor, mais do que nunca, precisa ser visto e atuar como um guia-conselheiro: Um facilitador do processo ensino-aprendizagem.
2. O professor precisa estar em atualização continuada. O aperfeiçoamento da prática docente é vital para o exercício do magistério. Vejam que não estou usando a palavra RECICLAGEM, pois o que é reciclado é lixo...
3. O professor precisa realizar uma mudança constante na seleção de conteúdos, a partir da realidade vivencial em que se encontra com seus alunos.
4. o professor precisa estar se aperfeiçoando e se habilitando nos usos dos diversos usos de instrumento modernos, procurando sempre não cair nos erros do tecnicismo da década de 70.
III.Os Novos paradigmas da Escola
1. O mundo contemporâneo é cada vez mais complexo e exigente, portanto as mudanças são cada vez mais profundas, e assim deve proceder a escola, não por fora, por nomenclatura ou somente de comportamento, mas mudanças de mentalidade.
2. A Escola precisa estar equipada para atender as diversas exigências da modernidade e promover capacitações diferentes para toda a comunidade escolar.
3. A escola precisa assumir o seu papel de adquirir e desenvolver o espírito crítico e a auto-estima do aluno. A escola não pode em hipótese alguma servir como Aparelho ideológico do estado.
4. A Escola precisa criar ambientes físicos que favoreçam trabalhos de grupo, diferenciados e simultâneos.
5. Na era da Cibernética, a escola não pode estar de fora. A Escola precisa investir em ambientes informatizados.
IVOs Novos paradigmas do Ensino/tecnologia
1. As diversas abordagens psicopedagógicas tem dados suas ênfases, de acordo com seus apologistas, mas com certeza a relação ensino/aprendizagem precisa levar em conta as múltiplas inteligências de seus alunos
2. O ensino precisa ser dinâmico e formador de opinião. A ênfase precisa ser no ensinar a interpretar e a julgar. O ensino precisa ser mais formativo que informativo, pois para isto os alunos têm outros recursos além da escola.
3. O ensino precisa ser informatizado, pois os recursos estão aí para serem "usados e abusados", com propósitos bem delineados pela realidade de cada grupo.
6. O Ensino Interativo. O ensino precisa ser conjugado com imagens, gráfico e sons.
7. O ensino precisa apresentar um outro tipo de informação. A informação apresentada precisa ser não-linear e não seqüencial, para isto temos a Mídia Interativa.
8. O ensino precisa ser na área de saber oferecer recursos para o aluno procurar informações em meios e fontes tradicionais e eletrônicas.
9. O ensino precisa dar oportunidade de simulação via multimídia através da realidade virtual, sem que com isto venhamos a alienar nossos alunos.
10. O ensino precisa de uma visão globalizante. O aluno precisa compartilhar conhecimentos com colegas em locais diferentes do mundo, ou seja, com outras culturas.
11. O ensino precisa apresentar uma nova proposta curricular: visão holística, múltiplas inteligências, integração de conhecimentos (interdisciplinaridade), etc.
conclusão:
Está se buscando um novo caminhar para a educação no próximo milênio. Temos que construir uma pedagogia do caminho, talvez uma "Pedagogia da Busca" ou "Uma Pedagogia da Angústia da Busca". Creio que estamos caminhando para a construção de um novo homem, não nos moldes nietzscheano, mas que somente o tempo poderá revelar que tipo de sociedade estamos construindo e quais as conseqüências de nossas atitudes como educadores do próximo milênio. Nossos filhos e netos nos julgarão...

Pesquisa: Francisca Andréia Norberto Dantas.


PROCESSOS DE INTERAÇÃO TECNOLÓGICA NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

No contemporâneo, o desenvolvimento de sistemas colaborativos de aprendizagem em ambientes virtuais promove propostas inovadoras às práticas pedagógicas, provenientes do avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC). É perceptível a elaboração de infra-estruturas, plataformas e arquiteturas computacionais que propiciam os processos de interações e mediações no cenário acadêmico. Estabelecem-se novos paradigmas na educação contemporânea e reduz, para não afirmar que exclui a destemporalização e a desterritorialização ao implantar ambientes virtuais de ensino-aprendizagem à distância, em prol de uma nova modalidade pedagógica de mediatização. O eixo da pesquisa pretende detectar, entre as práticas ditas tradicionais, de que forma os processos de interação tecnológica em ambientes virtuais, em especial a plataforma Moodle, um sistema de gerenciamento de conteúdo (Content Management System CMS), contribui à produção do conhecimento e inter-relacionamento dos atores neste cenário. Estuda-se a capacidade de promover uma pedagogia baseada em colaboração, interação e integração efetiva entre os membros de uma comunidade virtual de aprendizagem ao explorar as potencialidades, as estratégias de mediação e as práticas pedagógicas aplicadas a partir das atividades, ações e conteúdos presentes no ambiente. As técnicas e as práticas pedagógicas no sistema presencial seguem diferentes caminhos das metodologias de transmissão da informação à aquisição do saber, o poder da fala docente é substituído pela interação, o professorado assume a posição de mediador de comunidades colaborativas de aprendizagem, incorpora novos papéis quanto à arte de ensinar, planejar e motivar. As propostas de modelos educacionais em ambientes virtuais impõem novos ritmos e dimensões de tempo e espaço, rompem as barreiras físicas da aprendizagem convencional. O universo da investigação dimensiona-se em pesquisas bibliográficas à compreensão da produção do conhecimento a partir de uma diversidade significativa de estratégias, ferramentas e recursos (hiper)midiáticos.


Pesquisa: Francisca Andréia Noberto Dantas.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Educação: A Educação Contemporanea.

Educação: A Educação Contemporanea.: "A Educação Contemporanea. A educação apresenta-se numa dupla encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta d..."

A Educação Contemporanea.

A Educação Contemporanea.


A educação apresenta-se numa dupla encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta das necessidades de universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações (GADOTTI, 2000).
A educação apresenta-se no início do terceiro milênio como a mola mestra da sociedade, na qual o ato de ensinar está sempre em constantes mudanças, pois a mesma é um ato histórico, crítico, político e social, com desenvolvimento crescente e sempre se adequando a realidade humana.
Assim, é impossível conceber um profissional da educação isolado da sua dimensão social e política e da força produtiva dentro da própria sociedade, o que acontece é que a escola não foi feita para servir a maioria (pobres), e cria-se então um mito em que há igualdade de oportunidade que faz com que os que fracassam se culpem e se sintam inferiores. Desta maneira, fica claro que algumas escolas não estão cumprindo sua missão e precisam ser mudadas.
Sendo assim, o que deve ser feito são currículos mais humanizados e voltados às relações políticas e sociais dentro deste processo cercado por gente.
Uma das principais problemáticas da prática pedagógica contemporânea é a busca por uma tomada de consciência capaz de emancipar o ser humano das injustiças vivenciadas no seu dia-a-dia. Sabemos que, enquanto sujeitos sociais, só poderemos avançar em qualquer campo de nossas vidas e nos desenvolvermos enquanto seres humanos quando exercermos nossas capacidades de reflexão. Esta capacidade de refletir, nos auxilia para o aprimoramento e desenvolvimento de nossas competências e habilidades de pensar e de saber, de saber e de fazer e de pensar o saber fazer e fazer pensar.
Pensar criticamente sobre nossas ações e condutas cotidianas na escola possibilita ampliarmos nosso campo de visão e buscarmos a construção de novas visões, que transcendam os limites da tradição e que ousem a construção de novas formas de ser e estar atuando em educação, seja esta a educação na escola, na família ou nos diferentes espaços sociais onde interagirmos.
Podemos destacar que as reflexões aqui levadas não se esgotam nela mesmas. Ao contrário, elas representam um simples questionamento que almejam servir de fundamento para novas reflexões.
Situar algumas questões pedagógicas possibilita ver como é fácil nos perdermos em nossa pratica educativa. Contudo, não podemos esquecer que cada tendência pedagógica tem procedimentos e características de ensino que servem de mediação a objetivos filosóficos, políticos e ideológicos da época em que foram vigentes.
Portanto, é preciso pensar como a escola se organiza para o aluno aprender. Se estiver organizada de forma autoritária, individualista com poder centralizado, sem respeitar o aluno considerando-o como objeto a ser moldado, ele vai aprender de um jeito. Mas se for organizada em torno de problemas que ele próprio tem que ajudar a resolver, mesmo que ainda não tenha conhecimento suficiente, ele vai ter outra aprendizagem: autônoma, dinâmica, crítica e produtiva.